A Universidade dos Açores, deve de ser a única no país, com um Jardim lindíssimo e com patos (em açoriano com marecos).
A minha bênção das pastas foi há doze anos. Na igreja de S. Sebastião em Ponta Delgada, vestidos de azul escuro, com uma capa semelhante a um capote açoriano, lá fomos nós com as fitas azul da mesma cor ao vento.
Cantámos, dançámos, tocámos o sino, agitámos as pastas e, durante a homilia, o grupo de História repara, nos bancos laterais, sobretudo em duas Madalenas lavadas em lágrimas.
- Que curso é aquele, perguntou alguém boquiaberto.
- É o curso de Gestão de Empresas.
- Mas estes arranjam emprego em todo o sítio, responde alguém contristado.
- Nós é que não, somos uns tristes, vamos todos para o desemprego.
O grupo ficou desanimado, depois vieram as lágrimas de medo de um futuro negro. Já nos víamos a limpar escadas e a ser assediadas em hotéis.
Não foi necessário, arranjámos emprego, uns seguiram a investigarão, outros o jornalismo e os mais tolos o ensino.
Não valia a pena chorar por um futuro desconhecido e, assim, com os olhos inchados tirámos a foto, à porta da igreja, para posteridade. Como o passar do tempo tenho a certeza que os meus colegas também aprenderam a dar tempo ao tempo.
A minha bênção das pastas foi há doze anos. Na igreja de S. Sebastião em Ponta Delgada, vestidos de azul escuro, com uma capa semelhante a um capote açoriano, lá fomos nós com as fitas azul da mesma cor ao vento.
Cantámos, dançámos, tocámos o sino, agitámos as pastas e, durante a homilia, o grupo de História repara, nos bancos laterais, sobretudo em duas Madalenas lavadas em lágrimas.
- Que curso é aquele, perguntou alguém boquiaberto.
- É o curso de Gestão de Empresas.
- Mas estes arranjam emprego em todo o sítio, responde alguém contristado.
- Nós é que não, somos uns tristes, vamos todos para o desemprego.
O grupo ficou desanimado, depois vieram as lágrimas de medo de um futuro negro. Já nos víamos a limpar escadas e a ser assediadas em hotéis.
Não foi necessário, arranjámos emprego, uns seguiram a investigarão, outros o jornalismo e os mais tolos o ensino.
Não valia a pena chorar por um futuro desconhecido e, assim, com os olhos inchados tirámos a foto, à porta da igreja, para posteridade. Como o passar do tempo tenho a certeza que os meus colegas também aprenderam a dar tempo ao tempo.

1 comentário:
Olá, minha querida!
Deliciei-me ao ouvir "Os Amores de um Estudante". Há que anos não ouvia! Soa sempre tão bem e traz lindas, belas e gratas recordações!
Tempos lindos que passam e não voltam!
Gostei também de ler "bênção das pastas".
Obrigada pela partilha e continua a escrever coisas bonitas!
Uma boa noite! Beijinho e fica bem!
Fátima
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