quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

o poder do grupo

 

Os grupos,  orgulho-me de não pertencer  a nenhum:  sindicais,  políticos, religiosos, educacionais, parasitas e afins. Bem, estive sem postar durante uns dias, mas não morri, estou com mais pica do que nunca. Tenho passado os dias a trabalhar, afincadamente, (pois é para isso que me pagam) e a ler.  
O grupo, já assisti a fenómenos estranhos, para além da força que tem o grupo, vi também a perda de caráter coletivo, basta um líder mal intencionado  para toda a gente virar como a ervinha no pasto. 
Viver só, deveria ser a nossa missão na terra, uma vez que passámos a maior parte do tempo sozinhos, ansiosos por alguém que nos compreenda e, para além disso, na hora de partir, para outro mundo ou outra vida, estamos mais sós do que a lua abandonada no céu. Para a individualidade  devíamos ser criados, educados e induzidos. Estar orgulhosamente só, não é defeito,  pois exige  espírito critico e uma grande força interior. Se o Homem não nasceu para ser solitário, então deveria aprender por si só a dominar a solidão, sem precisar de se  subjugar aos caprichos dos outros, sem necessitar de engolir sapos e sapinhos...


4 comentários:

Filomena disse...

Graça,

as pessoas não são todas iguais, por não precisares de companhia,não quer dizer que não precisemos de companhia e que não sintamos Muito a tua falta.

Mello disse...

Eu nunca disse que não precisava de companhia, nunca disse que não quero rever as pessoas que conheci e que gosto. No post o grupo referi anulação de valores individuas no grupo, valores étnicos e morais, que quando a pessoa está só existem, mas que se diluem no relacionamento do grupo.

Eu escrevo o que vivo, o que vejo e o que sinto.

Vou contar -te algo real: neste pequeno mundo, não sou a única micaelense, existem mais quatro. Uma delas encontrei-a no aeroporto de S. Jorge, despachei a bagagem e fui para a sala de embarque sem lhe dirigir palavra, melhor, fiz que não a vi. Na sala de embarque ficámos juntas durante uns minutos, por fim cada uma segui o seu curso durante todo o trajeto até à Terceira. Como passageira em trânsito dirigi-me, novamente, à sala de embarque, passados minutos, a colega chegou-se à minha mesa, estivemos duas horas a conversar na companhia de uma cerveja e na amena cavaqueira: no avião, na chegada a S. Miguel e na despedida na recolha da bagagem.

No regresso voltámos a encontrar-nos, sentámo-nos juntas, esperámos uma pela outra na recolha de bagagem, fizemos compras juntas, almoçamos, rimos e despedimo-nos como pessoas que se conheciam há anos.

Segunda-feira, na sala de professores ela já não me conhecia, não era nada que eu não estivesse à espera, caso contrário no início da viagem, no aeroporto de S. Jorge, teria cumprimentado a colega.

E, agora, achas o quê? O grupo anula ou não as capacidades individuais? Neste caso foram sociais.

Tenho mais exemplos com outras pessoas se tiveres mais dúvidas...

Fátima Vargas disse...

Olá, minha amiga!

Bom regresso!

Li "o poder do grupo" e compreendo-te.

Um bom feriado, beijinho e fica bem!

Filomena disse...

sorry!!!!!!!!!!!!!