segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A janela


Despi  a janela  da sua veste de linho branco
manchada de caruncho e de humidade.
Nesse breve instante, a minha alma sentou-se e os olhos
penetraram:
mais um dia de outono a esvair-se no negro das
nuvens que anunciam a noite…
Ah,  os frios entram nos ossos, deixando-os
húmidos e carunchosos.
Miro a colina dos que descansam em paz e assisto:
À despedida de mais um dia, parte sem voltar,
um a menos  na parca e ignorante existência .   

2 comentários:

Fátima Vargas disse...

Olá amiga!

Gostei de "A janela"!

Como sempre, fico um pouquinho emocionada com o que, geralmente, escreves.

Um bom fim de semana, beijinho e inté...

Mello disse...

Obrigada, minha querida amiga!

Beijo.