Despi a janela da sua veste de linho branco
manchada de caruncho e de humidade.
Nesse breve instante, a minha alma sentou-se e os olhos
penetraram:
mais um dia de outono a esvair-se no negro das
nuvens que anunciam a noite…
Ah, os frios entram
nos ossos, deixando-os
húmidos e carunchosos.
Miro a colina dos que descansam em paz e assisto:
À despedida de mais um dia, parte sem voltar,
um a menos na parca e ignorante existência .
2 comentários:
Olá amiga!
Gostei de "A janela"!
Como sempre, fico um pouquinho emocionada com o que, geralmente, escreves.
Um bom fim de semana, beijinho e inté...
Obrigada, minha querida amiga!
Beijo.
Enviar um comentário