sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A concha




não se descerra

se a trocarmos

docemente.

Resguarda

o seu passado de olhares

desusados.

Não se deslumbra

com palavras luminosas.

Não quer saber de escritos,

de ilustrações e

nem de livros.

Não tem ideias

e não carece de partilha.

A concha frui

na contradança das ondas,

na fresquidão do mar .

A concha teme

um predador...


___________________________________


A concha escapou...





2 comentários:

Armando Lopes disse...

"Os Búzios
Deixados pelos Deuses sobre a areia
os búzios são cofres com pedaços de noite
pequenos transístores para as notícias do mar

Encontrados pelas crianças na praia
Os búzios são caixas de música
São os ouvidos petrificados
dos peixes

E um búzio separa
As crianças dos Deuses"

Emanuel Félix (Poeta Açoriano)

xistosa, josé torres disse...

Caríssima "Mello"

Haverá predadores para a concha?
Ou serão sempre os mesmos?
Os humanos.
Para a sua defesa adoptou aquela forma.

(não é nada de especial, mas diga-me onde posso contactá-la sem ser por aqui)

Cumprimentos e um 2010 talvez melhor que o que acabou de se esgueirar.