domingo, 3 de outubro de 2010

agulha



Tenho vários hobbies ler, andar, cantar e uns, que pouca gente sabe, gosto de costurar e de fazer croché, entre outros. O último surge como uma febre, faço-o e descanso um largo período de tempo. Hoje, juntei dois hobbies: fazer croché e ler. Quando me cansava de um pegava noutro. Meti o croché com a sua agulha ao meu lado e peguei no livro, como a leitura já me estava a desagradar atirei, num movimento rápido e impensado, o livro em cima do croché. A agulha do croché veio espetada no meu pulso. Tirei-a com a outra mão. Como me comportei? Tirei agulha com cuidado e com calma, bebi o chá verde que tinha ao meu lado, dei três voltas à casa a olhar o pulso e quando tive a certeza que erra só um aviso da vida, desinfectei o pulso com Betadine. Não sou muito sensível à dor física.

Olhei o pulso e pensei: “por pouco não atingiu uma veia. E se atingiu-se uma das veias salientes e azuis que tenho no pulso?” “Não sobreviveria, o Topo fica longe de tudo. E até conseguir ajuda e até chegarem ao Centro de Saúde na Vila da Calheta..., se estivesse aberto!?” Nestas alturas, é que se tem consciência do isolamento em que se vive.


"Mar a dentro"

1 comentário:

Krïxtïna disse...

Fogo, estás mesmo nos confins do mundo
Força, que um dia vai tudo ser melhor.
Um beijinho e tem uma boa semana de trabalho.