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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Outono


Andava a mirar as vitrines e os olhos ficaram cativos de um poema de Outono, remexeu na memória à procura de uma gaveta para arrumar o poema. A memória estava de férias e, preferiu guardar coisas sem interesse e, ao poema deixou-o fugir. Falava de folhas, de árvores e de cores, mas do poema só ficou o sabor e o cheiro das palavras: quentes e doces como castanhas assadas.


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

"Quem cala consente"



Cresci a ouvir este provérbio " Quem cala consente! " Recordava-o, sempre que a raposa arremessava-me para o fundo do poço. Agarrava-me ao balde, sentia o frio nos ossos e padecente escalava a penosa cisterna. Anos se passaram e as raposas que se acautelem…