nunca tive a pretensão de ser poetisa.
Escrevo as palavras loucas que rodopiam na
minha cabeça de forma desenfreada.
Não, nunca quis dar nas vistas!
Sufoquei durante três décadas as palavras
que me invadiam,
por não as considerar dignas de leitura.
Não, não componho o amor, a gaiola
dourada dos amantes,
a amizade o maior erro da mente,
não canto os pássaros, nem as paisagens,
nem os sofrimentos do meu povo.
Escrevinho aquilo que me corrói a alma,
que me tira sossego e o riso.
Liberto-me da dor,
Da impaciência dos dias iguais,
da eterna saudade açoriana
que ancorou no meu coração.
Não, nunca… jamais… quis olhar a morte nos olhos!

Foto da autoria de Armando Lopes
8 comentários:
Oi, Graça!
Como escreves...E vai direto ao coração!
Lindo final de semana!!!
Que bonito poema! Parabéns :)
Beijinho*
Lindo poema! Mesmo de verdade!
Digno de se ler com o coração e a alma!
Tocou-me profundamente! Fez-me bem!
Obrigada por o partilhares connosco!
Quantos de nós sentimos o mesmo, mas não sabemos expressar-nos da maneira que o fazes? Parabéns, Graça! Tiro o meu chapéu!
Já nos puseste de bico doce! Fico à espera de mais!
Que tenhas um bom fim-de-semana!Fica bem! Beijinho!
Olá,
Linda foto, belo poema
Beijinhos
Muito bonito o poema:)
Sua poesia alimenta almas como a minha.Um grande abraço
Olá! Obrigada pelo teu comentário no meu bloguezinho. Convido-te a passares lá mais vezes. Não sabia que escrevias com tanta alma. Muitos parabéns! Está muito bonito o poema!
Morte! palavra que arrepia, mas sempre tão presente...Sabes que já tentei tirar alguém querido das garras dela,mas não consegui, foi em vão...Resta a tal saudade...Beijo
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