domingo, 27 de julho de 2008

346 Dias…

Foto: Garranos a pastar na Serra da Cabreira

As memórias são vento que em nós se coze,
numa fornaça sem achas.
Só os bafos da vila pequeníssima quedaram-se por levedar…
Não deram pão cozido… são de gente ruim!
Labutei, naquela vila, perdida num labirinto sem fauno.
Desacompanhada dancei ao som de uma música incógnita,
Estreou-se a saga das horas?
Rumo ao inferno!
Desterrada, em terra alheia, sem voto político.
Olhando a Serra acreditei meses, dias, horas, minutos, segundos…
Iludida por promessas vãs de bocas devassas…
Idealizei horas e mais horas.
Com o tempo a inquietação abrigou-se no sonho
Sonhava acordada com as:
Horas…
Horas…
Horas…
HORAS….

Da Cabreira obtive a objecção…
Atravessei o umbral da alienação,
Registo incompleto…

HUM !?

O meu vinho azedou no lagar!
As juras estéreis derrotaram-me,
Reprovo a falta de palavra…
Maldigo as intrujices…
Desacredito!

Da vila, rodeada de montes, delicia dos garranos,
Lá diz o adágio de “Vieira nem mulher, nem vinho, nem madeira…”
Só 346 dias!

1 comentário:

Anónimo disse...

346 dias...
No entanto, ao contrário do que diz o provérbio...
Trabalhar para aquecer, é melhor que morrer de frio!
Enquanto houver vida, há dias...