O tempo… foi o tempo!
Que fez com que eu te odiasse.
No centro de ti instalou-se um ninho,
De formigas Assassinas!
Avançou-se para a ditadura,
Em ti perdi o meu norte,
Convivi com os fantasmas de Salazar,
Mussolini,
Hitler,
Franco,
Estaline.
Fui personagem do Big Brother,
E, o pior de tudo, senti pena de mim!
Na reunião dos dedos, cheirei o medo dos
Presidiários políticos,
Cada dedo levantado,
Simbolizava um eclipsar-se da fictícia democracia,
Assisti a linchamentos públicos,
Sorrisos de ódio,
Preconceitos, intolerâncias, a actos de xenofobia,
Abuso do poder.
Os meus olhos erraram pelo anfiteatro do formigueiro,
Compreendi que estava num compartimento de interrogatório,
Num “buraco negro”.
Que agonia!
As formigas de dentaduras arreganhadas
Davam início à caça às bruxas,
Deleitavam-se no sangue das flageladas,
Comiam-lhes os órgãos.
E eu esqueci a tua beleza e
Odiei-te, abominei-te
Como um abusador de crianças,
Tinham amargurado o meu ser.
2 comentários:
Um poema forte, impregnado de beleza nua e crua.
Bjs de sol e de lua.
Gostei do teu poema!É angustiante e algo revoltado. Está bem escrito.
Beijinhos
Enviar um comentário