sábado, 12 de julho de 2008

Gira-discos estragados

Gira-discos estragados

Galgar o horizonte,
Unir espaços,
Dar asas à minha alma.

Envergar uma mochila de sonhos,
Partir por cima das ondas,
Pisar anémonas e raias.

Levar num bolso 1 euro…
Comprar a minha liberdade,

Desprender-me do ódio,
Banir o ressentimento;

Gargalhar, Gargalhar da vida,
Salvar com o riso o meu ser,
Iluminar a minha esperança,
Rejuvenescer o meu espírito,

Quero viajar sem responsabilidade,
Quero cortar as amarras do dever,
Quero dar asas aos meus desejos mais íntimos!

Quero sair deste destino de gira-discos estragados…
Sair desta forma aritmética de ser.

Quero morrer sufocada por uma avalanche de livros,
Beber toda a sabedoria,
Nadar como peixe em água,
Refugiar-me do ruído, do desprezo e do medo…

Quero soltar-me deste cárcere,
Voar como a Fénix junto a um sol abrasador.


Jornal Avenida Marginal

3 comentários:

Anónimo disse...

"Olá! Estes poderão ser "Gira-discos estragados", mas são tão bonitos e fazem muito sentido, muito em especial, quando se conhece um pouquinho da pessoa que escreveu este lindo poema. Parabéns! Continua assim! Continua a inspirar-te para escreveres coisas bonitas e poderes partilhá-las com os outros. És uma lição de vida!
Obrigada, amiga!!! Tudo de bom para ti!!!"

Maria Silva disse...

Olá, Amiga!

Bem vinda à blogosfera.
Saudações de Ilhas do Mar
beijinhos

Anónimo disse...

Adorei este gira-discos,este poema é lindo. Deixa tocar ao som do vento...deixa que ele te leve.
beijinhos