
No século XV, a ilha de S. Miguel produziu uma grande quantidade de cana-doce e, consequentemente, iniciou-se o fabrico do açúcar. Mais tarde, em 1903, extraia-se o açúcar da beterraba. A indústria do açúcar foi uma iniciativa micaelense, não é de admirar que o açúcar figure no Cancioneiro Alimentar e Tradicional de S. Miguel.
Ninguém se fie nos homens,
Nem no seu doce falar,
Que eles tem falas de açúcar
Coração de Resalgar.[i]
Os olhos de meu amor
São grãozinhos de confeito,
São bolas com que me atiram
Ao meu delicado peito.
Minha terra, minha terra,
Mais doce do que o mel,
Quem voltasse àquela terra
Do meu rico S. Miguel.
Cancioneiro Alimentar e Tradicional de S. Miguel, recolha realizada por Augusto Gomes
[i] Cogumelo vermelho muito venenoso.
Quem voltasse àquela terra
Do meu rico S. Miguel.
Cancioneiro Alimentar e Tradicional de S. Miguel, recolha realizada por Augusto Gomes
[i] Cogumelo vermelho muito venenoso.
1 comentário:
Muito bem!
Pois...Homens!!! Doces...
beijinhos
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