Para os gregos já fui grafê[i],
Apareci a preto sobre o branco,
Quis segurar todas as formas escorregadias da realidade,
A preto e branco, sim! Guardava a riqueza da passagem de tons.
O progresso exigiu-me a transmutação da coloração.
Já que sou colorida enveredo pelos caminhos da espiritualidade,
Busco a verdade e a beleza na essência vital de um objecto,
Mas perco-me na curva das costas de um corpo.
O Fardo da Fotografia tradicional outorgou espaço à digital,
E a arte? Perscruto na transparência de uma folha caída de Outono,
Esquadrinho as texturas centenárias dos troncos das árvores.
No fotojornalismo exibo a minha capacidade de transmitir informações,
A forma perfeita dos fósseis,
As revoluções sangrentas e todas as aberrações humanas,
Transmito a emoção dos eventos.
A visão periférica metamorfoseia-me em poesia visual,
Da poesia recebi o hábito de captar os estados, de alma fugidios, do ser humano.
_____________________
[i] grafê- desenhar com luz
3 comentários:
olá. Adorei a tua poesia visual...continua com força para atingires tudo o que tens direito...a tua vida está a ganhar cor a tua vida está a transformar-se num arco iris.
Beijinhos
Obrigada, amiga!
Já tenho saudades tuas!
Beijinhos,
Graça
no planeta das flores e dos tubérculos, o almofariz é a solução....
Quem sabe se a seiva produz aroma?
Enviar um comentário